A Avenida Paulista, eleita como cartão da cidade São Paulo faz hoje, 08 de dezembro de 2009 118 anos de vida....PARABÉNS!

Pouca gente sabe, mas a intervenção urbanística da Paulista ficou a cabo de um, uruguaio, engenheiro agronomo, e que teve, desde o início, a idéia de criar um recanto sofisticado para a burguesia paulista, e assim se fez, esse uruguaio chamava-se Joaquim Eugênio de Lima, nascido em Montevidéo, em 06 de setembro de 1845, estudou engenharia na Alemanha e, ao retornar para a América Latina optou por estabelecer-se em São Paulo. Apropriou-se, na concepção urbanística da Paulista, dos conceitos europeus de então que trazia na bagagem, tornando a área cobiçada pelos imigrantes que haviam enriquecido principalmente pelo café, e assim começou esse tão querido cartão da cidade.
Podemos ver de 1891, a "inauguração" da Paulista nessa aquarela de Jules Martin que se encontra na USP, e que encontrei no endereço skyscrapercity.com
onde conseguimos ver as calçadas e as grandes alamedas centrais, pista de duas mãos e, é claro, carruagens e carroças transitando por elas note-se também a inexistência de qualquer construção ainda e os "lotes" de chácaras cercados de arames, bem como os bondes puxados a cavalos a transitarem no canto esquerdo. Numa metrópole que guarda ainda hoje a urbanização portuguesas medieval, onde as ruas devem ser estreitas, repletas de esquinas e desvios, com o fito de prejudicar o avanço de eventuais inimigos, esse foi de fato um projeto pioneiro.Mas apesar de a Paulista realmente atrair os "endinheirados" da época, ainda assim apenas um morador, ou melhor, uma moradora era portadora de título de nobreza, pois as famílias que lá se estabeleceram não se importavam com títulos, bastando-lhes a riqueza que possuiam. Essa moradora foi a Baronesa de Arary que, em 1917, construiu ai sua residência, um palacete que teve como "arquiteto" Victor Dubugras.
E
se podemos chamá-la de parte da história por ser a única com um título de nobreza, em passado mais recente seu nome ainda envolve-se com a Paulista pois o primeiro exemplo da verticalização que iniciou-se em 1952 nessa avenida ocorre justamente onde estava seu palacete, edifício que recebeu seu nome existente até hoje. Marco de discussões diversas, o Condomínio Baronesa do Arary, como é chamado, foi projetado pelo arquiteto Simeon Fichel, e teve sua construção efetivada entre 1952 e 1955. Chegou mesmo a ser chamado de "Curtição da Paulista", localizado na esquina com a Peixoto Gomide abriga 3.500 moradores, distribuidos em seus 25 andares e 556 unidades, pela localização, ainda hoje alguns tem a previlegiada vista do parque Trianon como que emoldurada em suas janelas. Coexiste hoje com arquiteturas de diversos estilos, modernistas, pós-modernas, e outras, mas está presente como parte indelével de nossa história pelo paradigma que quebrou quando de sua instalação.
Hoje, congestionamentos, Metro, onibus, calçadões, lanchonetes, torres de televisão e tantos outros "adereços" podem ofuscar o brilho dessa que é A MAIS PAULISTA DE TODAS NOSSA AVENIDAS! PARABÉNS AVENIDA PAULISTA.
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