quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SUSTENTABILIDADE - Fazemos nosso melhor?

Esse é de fato a grande preocupação que se expressa tem todas as áreas de atuação humana atualmente, mas somos mesmo coerentes com a sustentabilidade?

É claro que todos ouviram falar de fechar a torneira quando escova os dentes, de reduzir o tempo de banho, de minimizar a utilização do automóvel, de separar lixo reciclável, etc, etc, etc, mas faz? Bem, isso é assunto de foro íntimo, nós queremos mostrar a sustentabilidade de forma prática em ações dentro de projetos arquitetônicos e obras, de forma a minimizar o impacto destrutivo de entulhos e utilizando-se de energia renovável em seus processos diversos.
Temos, por exemplo, o Estádio construído para os Jogos Mundiais em 2009, que merece a alcunha de “estádio sustentável”, possui 14 mil metros quadrados de teto - totalmente recoberto por painéis solares, uma construção que superou as dificuldades técnicas apresentadas pela instalação de vigas de aço em espiral e dos 8.844 painéis solares no telhado que geram 1,14 milhões de kWh de electricidade por ano, reduzindo assim as 660 toneladas de produção anual de dióxido de carbono. Além disso, todas as matérias-primas utilizadas no estádio principal são 100% reutilizáveis. - SUSTENTABILIDADE!

Além disso,o planejamento do estádio é orientado na direção norte-sul, com uma ligeira noroeste-sudeste de 15 graus, permitindo utilizar-se dessa orientação na redução do impacto que faz o vento de verão vindo do sudoeste e o vento de inverno ao noroeste. Ao mesmo tempo, abrigando, pela orientação em relação à luz solar, reduzindo o índice térmico e proporcionando assim um ambiente desportivo mais confortável.
Projeto do arquiteto Toyo Ito.

Em grandes obras, onde o orçamento também é um problema, mas é muito mais elástico que na maiorida da população, pode-se perguntar: - " E na prática, como estamos?"

Bem, na prática estamos caminhando, empresas se preocupam mais e mais com o problema, por exemplo, o CBCS - Conselho Brasileiro da Construção Sustentável, que propicia o encontro e a troca de informações de diversas vertentes da construção civil. Mas ainda estamos distantes de índices aceitáveis, o reuso do entulho das obras começa a ser efetivado, mas é pouco, a economia energética, diante das matrizes internacionais e pequeno, e como se não bastasse, ainda temos que passar pelo maior dos processos que é a quebra de paradigmas dentro de nossas obras, com a concientização gradativa e constantes de todos os envolvidos no processo pois, se é maravilhos que se pense em re-utilização das águas pluvias dentro das residências e empresas, o re-uso das águas servidas para regas e limpeza,  a utilização cadavez maior de paineis solares, tanto para geração da água quente, quanto geração energética, o ônus pago para implantação de tais sistemas fica inicalmente prejudicado pela inércia e manutenção das mesmas formas de cosntrução de décadas atrás.

Enquanto a sociedade, e me refiro a cada um e não ao governo, embora ele também deva fazer parte desse esforço, enquanto cada um não fizer de si o melhor, reduzindo em toda cadeia produtiva os abusos que fazemos dos mananciais do planeta, estaremos sempre incorrendo em incúria e falácia, pois a hipocresia permeará nossas ações de forma a torná-las belas ao final, mas destrutivas na essência.

Boa semana a todos.

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