quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ARQUITETURA ANTIGA

Sabe, existe um curso na facu que se chama "HISTÓRIA DA ARQUITETURA", pelo menos era esse o nome no MACKENZIE, onde estudei.
Esse assunto eu acho super gostoso de acompanhar, afinal a arquitetura é reflexo do contemporâneo, ontem muito mais que hoje, e acompanhar arquitetura antiga nos aproxima de nossa própria história.

Comecemos mesmo pelo que há de mais antigo, aqui no Brasil, as ocas ou malocas dos índios.

Podemos ver na foto do link abaixo um exemplo de maloca, nos moldes adotados hoje peloas índios do Xingu, que é a mesma utilizada antigamente pelos índios brasileiros quando da chegada do colonizadores por aqui.
Maloca Indígena

São construções efetuadas com materiais encontrados no entorno, compostas de estrutura em madeiras, geralmente galhos, e posteriormente recoberta com palhas. São construções familiares, coletivas onde elementos deuma mesma família auxiliam na manufatura e moram nela.

Duram aproximadamente 10 anos, oo fim dos quais precisam ser refeitas pela deteorização mesma dos materiais.

De planta simples, ovalada, com o fogão no centro, embora hoje já encontremos no Xingú construções externas onde se fazem a cozinha e os assados, mas mesmo lá preservam-se o cozinhar dentro da oca. Esse hábito, o fogão no centro da habitação deve-se ao fato de facilitar a manutenção de um micro-clima mais seco, em função do calor gerado pelo fogo, o que facilita a conservação do chão batido e mesmo dos materiais em geral.

Com a chegada dos portugueses ao Brasil, que se inicia na colonização efetuada por Martim Afonso de Souza, começamos a encontrar a miscigenação entre a arquitetura ou forma executiva portuguesa com a indígenas, como podemos depreender do relato do Sr. Paulo Bretran, pesquisador o Instituto de Pesquisas Históricas do Brasil Central, em artigo publicado no site que pode ser acessado daqui, Altiplano.com.br de onde textualmente citamos:
O rancho de palhas asiático, importado pelo português para a colonização do Brasil tem planta quadrática, e ao contrário do rancho ameríndio, redondo, com a fornalha ao centro, tem seu fogão na parte mais baixa da casa
e passamos a notar esboçado o padrão portugues para o Brasil, onde cozinha passa a se situar no fundo da casa,
planta que encontramos nas construções de até o século retrazado, e mesmo em algumas recentes quando se reportam a estilo de época, nesse caso as casa de fazendas do interior de São Paulo e Minas Gerais são padrão, e vemos nessa cozinha ainda o fogão interno, à lenha. As construções passam a ser de abode, ou taipa de pilão, não mais apenas de elementos nativos, numa direta relação com asa asiáticas citadas pelo Sr. Paulo Bertran.

Voltaremos na próxima postagem a esse assunto......

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